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Futuro ainda mais promissor para o biometano

O biometano, derivado produzido a partir da purificação do biogás, com a retirada do dióxido de carbono e de outras substâncias, tende a ter um futuro ainda mais promissor que o biogás. Por causa da sua composição, que tem quase 90% de metano e o torna muito similar ao gás natural, o biometano pode ser injetado nas tubulações de concessionárias de gás, reduzindo a pegada de carbono do setor. E desde a regulamentação obtida na ANP em 2017, ele também é considerado um combustível.

“É a demanda que mais cresce hoje, mais que a energia elétrica. Muito pela necessidade da substituição do diesel”, explica Tamar. A ABiogás já mapeou 25 novas plantas de biometano no País, boa parte delas aproveitando a oportunidade de descarbonização que o transporte pesado tem oferecido nesses tempos de petróleo nas alturas.

Uma das empresas que investem no segmento é a Ecometano, subsidiária do Grupo MDC, que já possui usinas em funcionamento e projetos de parceria com aterros em Fortaleza, Manaus, Rio de Janeiro e São Paulo. A GNR Fortaleza, que explora o potencial energético do aterro de Caucaia – que recebe a maior parte dos resíduos da capital cearense –, é considerada a segunda planta mais verde do setor em todo o mundo, atrás apenas de um empreendimento na Dinamarca.

Luciano Vilas Boas, diretor de Novos Negócios da MDC, diz que há cada vez mais conhecimento por parte do consumidor final e de grandes grupos industriais sobre o potencial e os benefícios do biometano. “Costumamos brincar que, se o gás natural é a energia da transição, o biometano é a chegada”, afirma.

Fonte: O Estado de S.Paulo / Caminhos da Energia Renovável / Estadão Blue Studio

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