Mesmo após o corte de 4,8% anunciado pela Petrobras na segunda-feira (15), o preço da gasolina nas refinarias brasileiras segue acima da paridade de importação, conceito usado pela estatal que simula quanto custaria para trazer o produto do exterior.
Segundo cálculos da Abicom, o preço médio do produto nas refinarias do país estava R$ 0,27 por litro acima da paridade na abertura do mercado desta terça (16), já considerando a queda anunciada pela Petrobras.
Isso significa que há margem para novos cortes, caso as cotações internacionais do petróleo e o câmbio não disparem. A Petrobras tem repetido que prefere não repassar volatilidades momentâneas para o consumidor brasileiro.
Na última atualização do ranking, publicada no dia 8 de agosto, o Brasil ocupava a 51ª posição em uma lista de 169 países. É uma colocação pior do que o 47º lugar verificado um mês antes. Como os preços são convertidos para o dólar, porém, a variação cambial também tem efeito na comparação. A lista da Global Petrol Prices traz o Brasil com preço médio de revenda a US$ 1,15. O 20º colocado, o Omã, tinha preço médio de US$ 0,62. O 30º, o Afeganistão, de US$ 0,97.
Fonte: Valor Online
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