A Geo Biogás & Carbon, empresa de biogás e carbono renovável, pretende explorar novo nicho no agronegócio. A empresa comprou a gaúcha Luming Inteligência Energética, voltada à instalação de pequenas e médias unidades de biogás e biometano – de 2 mil a 10 mil m³ produzidos por dia – e aposta em expandir os negócios com plantas para a agroindústria. “Queremos desenvolver o mercado de biogás em plantas pulverizadas. Toda fábrica que produz alimentos e bebidas gera gás e hoje o aproveitamento é mínimo”, diz Alessandro Gardemann, CEO da Geo. A Luming já desenvolveu projetos de cogeração de bionergia com Ambev, Heineken e Coca-Cola. No total, implantou quatro plantas e tem outras três em instalação.
Menos de 2% do agronegócio utiliza o biogás e o potencial é crescente, diz Rael Mairesse, CEO da Luming. “A ideia é aproveitar os resíduos orgânicos da produção para gerar energia, sobretudo com a pressão para redução da pegada de carbono na pecuária”. Além de investir na frente de projetos menores, a Geo aportará R$ 1 bilhão por ano em novas plantas em cinco anos. O valor corresponde a cerca de quatro plantas de grande porte por ano, acima de 10 mil m³ de biogás/dia. A empresa possui três plantas em joint venture com empresas como Raízen e Cocal.
Fonte: O Estado de S.Paulo / coluna do Broadcast
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