O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou medidas para o setor de gás natural com potencial para injetar quase R$ 100 bilhões no PIB brasileiro e criar mais de 430 mil empregos. Em evento da indústria do setor realizado em Brasília, Silveira reforçou que é possível dar melhor aproveitamento ao gás natural produzido no país. Atualmente, a produção é de aproximadamente 140 milhões de m³/dia, com uma reinjeção superior a 70 milhões de m³. “Sabemos que a reindustrialização do Brasil representa aumento do PIB, aumento da arrecadação, alívio fiscal, ampliação da infraestrutura, emprego e renda para brasileiras e brasileiros. Vamos aproveitar melhor o gás natural que produzimos aqui. Não dá para ficar reinjetando a metade dessa riqueza tão preciosa para a nossa gente”, defendeu o ministro.
As propostas do MME visam promover um verdadeiro choque de oferta, com acesso à infraestrutura de escoamento, processamento e transportes, reduzindo custos para a indústria nacional, que produz riqueza e gera oportunidades. O projeto Rota 3, que visa ampliar o escoamento dos projetos em operação na Bacia de Santos, no Pré-Sal, será antecipado para o segundo semestre deste ano, ofertando mais 18 milhões de m³/dia. “Vamos combater os abusos e remunerar de maneira justa as infraestruturas de escoamento e de processamento do gás, com uma regulação mais firme. Devemos considerar, sim, a depreciação e amortização dos ativos. Não dá para ficar pagando a vida toda por uma infraestrutura que já foi amortizada”, pontuou Silveira. Além do Rota 3, o Brasil será capaz de ampliar a oferta com o Projeto Raia, da Equinor, o Projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP), além da exploração de gás não convencional, do biometano e da conexão com a região de Vaca Muerta, na Argentina. Em resumo, o país tem um potencial de incremento da oferta nacional em até 150 milhões de m³/dia. Outro ponto apresentado pelo ministro de Minas e Energia foi o de também dar acesso à infraestrutura para a Pré-Sal Petróleo S.A (PPSA) para que o gás da União, assim como o óleo, possa ser vendido diretamente ao mercado, e não apenas na “cabeça do poço”.
Fonte: Brasil Hoje
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