A Total Austral, braço da TotalEnergies que atua na área de exploração e produção de óleo e gás na Argentina, obteve autorização do governo local para exportar gás natural ao Brasil.
A empresa está autorizada a enviar gás à comercializadora Matrix Energy, na modalidade interruptível, por um ano – de agosto deste ano até o fim de julho de 2025. A Matrix é uma empresa da DXT International e Prisma Capital com experiência no setor elétrico.
O governo argentino deu aval para que a petroleira francesa exporte até 1 milhão de m3/dia dos campos operados pela companhia no offshore da Terra do Fogo; e até 1 milhão de m3/dia de gás não-convencional da formação onshore de Vaca Muerta.
O preço na fronteira com a Bolívia é de US$ 9,18 o milhão de BTU, segundo dados apresentados no pedido de autorização para exportação. O gás passará pela infraestrutura boliviana de gasodutos até chegar à fronteira com Corumbá (MS).
Ao todo, a companhia produz cerca de 12,5 milhões de m3/dia de gás natural na Argentina e se prepara para ampliar esse volume com o desenvolvimento de Fênix – projeto na Terra do Fogo que com capacidade para produzir 10 milhões de m3/dia a partir do fim deste ano.
O ativo é operado pela Total Austral (37,5%) em parceria com a alemã WintershallDea (37,5%) e a argentina Pan American Sur (25%).
Argentinos se aliam a comercializadoras brasileiras
A TotalEnergies é mais uma produtora argentina a se movimentar em busca de oportunidades de venda de gás no mercado brasileiro. O verão 2024/2025 surge no horizonte como a primeira janela de oportunidade para importação de gás argentino. Produtores argentinos estruturam seus primeiros acordos de suprimento com comercializadores brasileiros: a Pan American Energy tem acordo com a Tradener; a Tecpetrol com a MGás; e a Pluspetrol comprou a Gas Bridge e mira o mercado brasileiro. Os agentes estão ativos no mercado, atrás de clientes para esse gás que deve chegar, num primeiro momento, em caráter flexível (interruptível) e sazonal – fruto da sobra de gás no norte da Argentina no verão e que só deve se traduzir em contratos firmes mais para frente.
Fonte: Epbr
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