O consumo dos combustíveis do ciclo Otto alcançou o máximo histórico, 59,1 bilhões de litros de gasolina equivalente, com o etanol hidratado ganhando participação. Os dados são da 15ª edição da Análise de Conjuntura dos Biocombustíveis, publicada pela EPE e referente a 2023. O segmento sucroenergético alcançou recordes na moagem de cana-de-açúcar, atingindo 713 milhões de toneladas, e na produção de açúcar, totalizando 45,8 milhões de toneladas. Também houve a manutenção do crescimento do etanol de milho (40%), chegando a 5,8 bilhões de litros, com a produção de etanol totalizando 35,3 bilhões de litros. Já no setor de biodiesel, o percentual de adição obrigatória à mistura evoluiu para 12% em volume (B12) a partir de abril.
A produção foi de 7,5 bilhões de litros, aumento de 19% em relação ao ano anterior. A soja mantém-se como a principal matéria-prima, com 69% de participação. O biogás vem ganhando relevância no cenário nacional, com potencial para o setor sucroenergético. Entre os novos biocombustíveis, destacam-se o HVO e os Combustíveis Sustentáveis de Aviação (SAF), com projetos de unidades sendo vislumbrados no médio prazo. Em relação ao RenovaBio, em 2023, ocorreu o quarto ciclo de negociações do CBIO em mercado organizado, com alguns ajustes na operação, e o preço médio se mantendo no patamar do ano anterior.
Fonte: EnergiaHoje
Related Posts
Combustíveis caem em agosto pelo terceiro mês consecutivo
Os preços médios da gasolina, do etanol e do diesel S-10 recuaram em agosto pelo terceiro mês consecutivo, segundo levantamento da ValeCard em mais de 25 mil postos. O etanol registrou a maior queda, de...
Preços dos combustíveis caem em agosto, mostra levantamento do Sem Parar
Seis combustíveis registraram queda de preços na cidade de São Paulo em agosto, segundo levantamento do Sem Parar. O etanol comum teve o maior recuo, de 2,6%, passando de R$ 3,85 para R$ 3,74 por litro,...

