Enquanto as petroleiras debatem a viabilidade de atender aos pedidos de Brasília sobre a reinjeção nos reservatórios, grandes consumidores de gás natural se voltam às alterações legais promovidas pelo decreto com relação a escoamento, tratamento e transporte do gás natural. O decreto diz que essas estruturas passarão a ser reguladas pela ANP, inclusive empreendimentos já construídos e que são operados por seus proprietários, como é o caso dos dutos que trazem o gás do alto-mar para a costa. A agência agora poderá determinar o preço cobrado pelo dono da estrutura. O presidente da Associação Brasileira da Indústria Química, André Passos Cordeiro, observa que o decreto fixa que a ANP faça a revisão dessas tarifas em seis meses. A agência também poderá estabelecer um preço provisório. “É uma medida que poderá ter impacto no curto prazo. Nossa leitura é que há excessivo valor cobrado na tarifa de transporte”, diz Cordeiro. Sylvie D’Apote, do IBP, diz que, neste ponto, o decreto traz inovações que podem levar a questionamentos na Justiça.
Fonte: O Estado de S.Paulo
Related Posts
O dia em que o gás natural custou um centavo no Brasil
Os preços do gás natural no mercado spot entraram numa curva de alta no Brasil, desde meados de maio, em meio a cortes no lado da oferta. O estresse nos preços internos contrasta com a desvalorização...
Vaca Muerta: integração do gás ao Cone Sul custará US$ 10 bi
Desenvolver a integração energética do gás de Vaca Muerta a outros países da América do Sul precisará de investimentos de mais de US$ 10 bilhões. A estimativa, que abrange a expansão e construção de novos...

