As tarifas de gás natural vão cair até 4% no Rio de Janeiro a partir de fevereiro. É o primeiro ajuste desde que as distribuidoras CEG e CEG Rio aderiram ao prêmio de incentivo à demanda previsto na nova política de preços da Petrobras – que, na prática, significou uma redução dos custos de aquisição de gás pelas concessionárias.
A Naturgy, controladora de ambas as distribuidoras, informou que a queda das tarifas no Rio reflete a redução do custo de aquisição do gás fornecido pela estatal – em parte devido ao novo aditivo contratual assinado com a petroleira, em parte devido à desvalorização do preço internacional do barril do petróleo Brent e o câmbio.
Os contratos de suprimento entre a Petrobras e as distribuidoras são reajustados trimestralmente.
Além do custo da molécula, as tarifas de gás canalizado também refletem as margens reguladas de distribuição.
A Naturgy informou, que a partir de 1º de fevereiro, haverá uma redução média de 3,76% para as indústrias (na faixa de 100 mil m3/dia) na Região Metropolitana (CEG); de 3,97% para postos de GNV; de 1,78% para o segmento residencial; e de 1,85% para o comercial.
Já no interior do estado (CEG Rio), a redução média nas tarifas foi de 0,18% para indústrias; de 0,23% para postos de GNV; 0,48% para residências; e de 0,56% no comércio.
Naturgy adere a descontos
CEG e CEG Rio foram as primeiras distribuidoras a assinarem o aditivo com a Petrobras, dentro das novas condições.
A nova posição comercial da petroleira contempla um mix de precificação que varia conforme o volume retirado – e que, na média, deve puxar o fator Brent (percentual do preço do petróleo ao qual o gás é indexado) para mais próximo de 11%.
A regra pode ser resumida da seguinte forma: para 60% da quantidade diária contratada (QDC), o cliente paga o preço de referência (que tem variado nos últimos anos entre 11,7% e 11,9% nos acordos de longo prazo); para 60% a 90% da QDC, a distribuidora paga 11% do Brent; e para 90% a 115% da QDC, cerca de 10% do Brent.
Ou seja, a petroleira tem sinalizado um desconto maior para todo o gás que ultrapassar o limite do take-or-pay (compromissos de retirada mínima), usualmente de 90%.
Foi a segunda vez que a Naturgy e a Petrobras revisaram em 2024 os termos dos contratos de fornecimento, para reduzir o custo do gás.
Em meados do ano, a petroleira, num primeiro contra-ataque aos concorrentes, já havia anunciado uma nova política que previa um mix de preços por volume retirado.
Na ocasião, a Petrobras deu um desconto (menor que o atual) que incentivava os clientes a retirar até 5% a mais da QDC.
Fonte: Eixos
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