A reinjeção de gás natural nos poços de petróleo do Brasil segue em níveis elevados. Segundo a ANP, as petroleiras que operam no país devolveram 85,1 milhões de m³/dia de gás em novembro, equivalente a 54% da produção de 157,3 milhões de m³/dia. Os números da série histórica mostram que a reinjeção disparou no país a partir de 2015, com o início da operação das grandes plataformas de pré-sal. No Brasil, cerca de 85% do gás natural produzido está associado ao petróleo. Ou seja, ambos estão presentes nos reservatórios. Para extrair o óleo, é necessário também retirar o gás, o que leva as petroleiras a escolher entre comercializar o gás ou reinjetá-lo. A devolução acaba sendo uma estratégia comercial para aumentar a produção de petróleo. O processo ajuda a elevar a pressão nos reservatórios, facilitando a extração do óleo. Como o petróleo tem maior valor de mercado, essa escolha é mais vantajosa financeiramente para as companhias. Em países com um perfil similar de produção ao brasileiro, de predomínio de gás associado, as taxas de reinjeção de gás são naturalmente mais altas para ajudar na extração do petróleo. Contudo, elas variam de 20% a 35%, bem abaixo do percentual acima de 50% do Brasil.
O presidente norte-americano Donald Trump decretou estado de emergência energética nacional, o que permite aumentar a exploração de petróleo e novas perfurações no Alasca e Oceano Ártico. O objetivo é combater a alta dos preços dos combustíveis, um dos principais componentes do CPI (Índice de Preços ao Consumidor, na sigla em inglês) e do PCE (Índice de Despesas de Consumo Pessoal), indicador usado pelo Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos) para balizar a política monetária do país. “A crise da inflação foi causada por um gasto excessivo e o aumento dos preços da energia, e é por isso que hoje eu também declararei uma emergência energética nacional”, disse Trump durante o evento no Capitólio.
Fonte: Poder 360
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