O conselho de administração da concluiu que a companhia seguiu de forma correta a política de preços de combustíveis durante o ano passado e início deste ano. A leitura foi dada em reunião nesta quarta (29), após dias de ruídos sobre um possível reajuste no preço do diesel, que está defasado em relação às cotações internacionais, de acordo com consultorias especializadas. “A atual política de preços tem o mérito de acomodar oscilações baseadas em fatores voláteis como o dólar e o Brent. Com isso, evita que os reajustes mais pareçam um eletrocardiograma”, disse uma pessoa que acompanha a discussão. Nem todos os conselheiros concordaram sobre o cumprimento da política de preços. O Valor apurou que houve uma discordância. A visão do conselho não interfere em uma possível mudança de preços. A decisão sobre eventual reajuste nos combustíveis cabe à diretoria-executiva, que se reúne ainda nesta semana, segundo a colunista Ana Flor, da GloboNews.
Conforme os cálculos da StoneX, o diesel da Petrobras está R$ 0,37 abaixo da paridade de importação, ou 10,9%. A gasolina da estatal está R$ 0,12 abaixo da cotação internacional, ou 4,3%. A defasagem dos preços da Petrobras tem reduzido nos últimos dias, ajudada pela desaceleração do câmbio e do petróleo. Na terça (28), o Brent caiu 1,15%, a US$ 75,61. Em janeiro, a commodity acumula alta de 1,85%. O dólar caiu 0,06%, a R$ 5,86, e acumula queda de 5,08% no mês.
Fonte: Valor Online
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