O gás natural continuará importante na transição energética, sendo o principal responsável por expandir as energias renováveis, reduzir as emissões a médio prazo e acelerar a troca do carvão. Para a consultoria, utilizar o gás como um “combustível da transição” é uma opção viável, já que a adoção de tecnologias emergentes de baixo carbono está a passos lentos para atingir emissões net zero até 2050 e a eletrificação tem um limite de quão rápido pode progredir. Entre as principais vantagens do uso do gás natural está o fato de produzir apenas metade de CO2 do carvão e 70% do petróleo quando queimado. Outro ponto é como substituir o carvão por gás já ajudou a reduzir uma parcela significativa de CO2 e poderá ajudar a descarbonizar os mercados em toda a Ásia que permanecem dependentes do carvão. No entanto, ainda há desafios pela frente. Um deles são os preços crescentes do GNL desde 2022, que podem frear uma maior adoção do gás pela Ásia. Para que isso seja possível, os preços do carbono devem ser vantajosos. “Sem um preço de carbono de cerca de US$ 100/tonelada, reduzir a dependência da China e da Índia do carvão de base parece uma grande questão. Mas o prêmio pode ser uma redução de mais de 300 Mt de CO2 até 2035”, explicou o vice-presidente de pesquisa de gás e GNL da Wood Mackenzie, Massimo Di Odoardo. Um outro problema são as emissões de gases de efeito estufa (GEE), uma vez que o gás e o GNL ainda as produzem de forma substancial. Apesar disso, a consultoria aponta no relatório que o GNL tem cerca de 60% menos intensidade de GEE do que o carvão.
Fonte: PetróleoHoje
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