O BNDES provou um financiamento de R$ 150 milhões, com recursos do Fundo Clima, para quatro projetos de biogás do Grupo Piracanjuba. O valor será usado para implantar estações de tratamento de efluentes industriais (ETEs) com produção de biogás nas unidades de Araraquara (SP), Três Rios (RJ), Carazinho (RS) e São Jorge D’Oeste (PR). Parte dos recursos também substituirá caldeiras movidas a combustíveis fósseis por alternativas sustentáveis nas unidades de Araraquara e Três Rios, de acordo com o BNDES. Os projetos têm potencial para evitar a emissão de 152,7 mil toneladas de CO₂ equivalente por ano e gerar 11,7 milhões de metros cúbicos de biogás anualmente. O financiamento faz parte do Novo Fundo Clima, que destinou R$ 10 bilhões em 2024 para projetos de transição energética, segundo o banco de fomento. “Todas as intervenções presentes no projeto aprovado pelo BNDES têm como finalidade a descarbonização, a redução na geração de resíduos sólidos e a substituição de combustíveis fósseis por renováveis como fonte de energia da empresa”, afirmou em nota o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
Fundo Nacional sobre Mudança do Clima
O Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, é um dos instrumentos da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) e tem como objetivo garantir recursos para apoiar projetos, estudos e financiar empreendimentos que visem à mitigação das mudanças climáticas. “Esse investimento reafirma nosso compromisso com a sustentabilidade e a proteção do meio ambiente, garantindo um futuro mais limpo e sustentável para todos”, disse o presidente do Grupo Piracanjuba, Luiz Claudio Lorenzo.
Fonte: Eixos
Related Posts
Descarbonização de frotas: a urgente transição energética no transporte de cargas
O transporte rodoviário de cargas é a espinha dorsal da economia brasileira: responde por mais de 63% de tudo o que circula pelo país. Historicamente, essa engrenagem foi construída sobre a dependência...
Abrema quer biogás de aterros no leilão de baterias
A Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema) quer que usinas a biogás instaladas em aterros possam participar de novos leilões voltados aos sistemas de armazenamento de energia. “Nós...

