O Brasil dará em 2027 um passo inédito na infraestrutura de energia ao inaugurar sua primeira unidade de estocagem subterrânea de gás natural. A instalação será viabilizada pela GBS Storage no Campo de Manati, no litoral da Bahia, e representa uma mudança estrutural para o setor de gás no país. Ao permitir que o gás seja armazenado em períodos de baixa demanda e utilizado quando o consumo aumentar, o projeto cria uma alternativa segura, flexível e estratégica para o abastecimento nacional. A operação será a primeira do tipo no Brasil e vem preencher uma lacuna crítica na cadeia de gás nacional. O sistema brasileiro, hoje, não conta com capacidade de estocagem robusta. Isso faz com que produtores sejam forçados a reduzir produção nos momentos de baixa demanda, ou dependam de importações caras por meio de terminais de regaseificação. Segundo Celso Silva, CEO da GBS Storage, a estocagem subterrânea é uma ferramenta essencial em mercados maduros e agora finalmente será implantada no Brasil, com o objetivo de equilibrar oferta e demanda, reduzir perdas e garantir estabilidade ao sistema energético.
O Campo de Manati está localizado a 10 km da costa do município de Cairu (BA), e encontra-se em fase de declínio produtivo. Em vez de descomissionar o campo, a GBS propõe sua transformação em reservatório de gás natural, utilizando a infraestrutura já existente como gasoduto de 125 km, estação de compressão e plataforma fixa para reinjetar o gás nos poços, armazená-lo e retirá-lo conforme a necessidade do mercado. A GBS Storage, que pertence à gestora Lorinvest, já detém 20% de participação no ativo, ao lado da Petrobras (35%) e da Brava (45%). A expectativa é de iniciar as operações comerciais de estocagem em 2027. É uma solução que poderá manter a atividade econômica, incluindo arrecadação para os cofres públicos quando o campo parar de produzir.
Fonte: Folha de Pernambuco / coluna Movimento Econômico
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