No último dia 11, a Prefeitura de Dourados voltou a receber representantes da MSGÁS e apresentou duas áreas para a instalação da futura base operacional da companhia no município. Os terrenos, um de posse do município e outro pertencente ao Governo do Estado, ficam em região industrial, próximo ao frigorífico JBS, primeiro grande consumidor a ser atendido pelo novo ramal de gás natural.
Participaram da reunião o prefeito Marçal Filho e o secretário municipal de Planejamento, Fábio Luis, além de técnicos da estatal. Segundo Fábio Luis, a prioridade é viabilizar a conexão da JBS, que já firmou contrato de fornecimento com a MSGÁS. “Para isso eles precisam montar a base, e o trabalho em conjunto com a prefeitura garante essa viabilidade. Num curto espaço de tempo outras indústrias também serão atendidas”, afirmou.
Com as duas opções em mãos, a MSGÁS fará estudos de logística, acesso e infraestrutura antes de decidir o local definitivo. A expectativa é de que obras de instalação comecem ainda em 2025. Enquanto o ramal principal, que virá de Sidrolândia, não fica pronto, a JBS será abastecida por caminhões de gás natural.
Após a definição do terreno, a companhia dará início ao projeto executivo e aos processos de licenciamento ambiental junto à Secretaria Municipal de Meio Ambiente. “Já adiantamos essa etapa para garantir prioridade na análise e evitar atrasos”, explicou Fábio Luis. Num segundo momento, o plano é estender a rede ao centro da cidade para atender hospitais, hotéis, restaurantes, condomínios e edifícios residenciais. O cronograma inicial prevê que o abastecimento urbano possa ser atendido a médio prazo, quando o ramal estiver concluído.
Marçal Filho destacou que o uso do gás natural, mais eficiente e menos poluente que o GLP ou combustíveis líquidos, impulsionará a competitividade industrial de Dourados. “Essa inovação coloca o município em outro patamar como polo de investimentos. Além de reduzir emissões e melhorar a qualidade do ar, a distribuição por tubulação diminui riscos de acidentes, já que dispensa o armazenamento de botijões”, afirmou.
Para o setor industrial, o gás natural será capaz de substituir outros combustíveis na geração de energia térmica, reduzindo custos e emissões. “Trata-se de uma solução energética sustentável que atrai novos empreendimentos e fortalece nossa economia local”, concluiu o prefeito.
Fonte: O Progresso Digital (MS)
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