A Viação Santa Cruz, de Mogi Mirim, no interior de São Paulo, e a Scania apresentaram um ônibus movido a biometano e gás natural; o nome técnico do chassi é K 340 4×2 GNC. O veículo é do tipo rodoviário, uma versão pouco usual com este tipo de tração, cujas operações são mais comuns nos transportes urbanos e metropolitanos. O objetivo é mostrar a viabilidade e aprimorar a implantação desta forma menos poluente de deslocamento em distâncias maiores por rodoviárias. Os testes começam na próxima semana entre São Paulo x Campinas pela Santa Cruz.
A estimativa é de que o veículo a gás natural rodoviário tenha uma autonomia média de 400 km, o que daria condições para rotas menores e médias, como a São Paulo x Campinas. Estas rotas constituem grande parte das linhas rodoviárias e intermunicipais do País. O valor de um ônibus GNV/Biometano é de cerca de 20% a 30% maior que um similar à diesel, o que seria aplicado para urbanos e rodoviários, segundo a Scania, enquanto o elétrico custa de 2,5 vezes e 3 vezes mais que o diesel. Dependendo do poluente, as emissões podem ser reduzidas pelos ônibus a Gás Natural e Biometano, em até 90%, como no caso do gás carbônico.
Ainda em relação a autonomia, por causa das características operacionais, no urbano em circulação diurna, o biometano e GNV têm autonomia de cerca de 250 km. Como os rodoviários param menos durante as operações, mas podem ficar mais tempo na garagem abastecendo, a autonomia sobe para 400 km. É possível mesclar no mesmo abastecimento o GNV com o biometano. Segundo a Comgas, na apresentação, na rota São Paulo x Campinas há seis postos de alta vazão de gás. Na primeira fase dos testes, o ônibus da Santa Cruz vai abastecer num posto externo a garagem, perto de uma das extremidades da linha. Na segunda fase, será implantada uma infraestrutura interna. No Estado, são 240 postos de GNV e 20 de alta vazão, que seriam indicados para as redes de ônibus e caminhões.
Fonte: Diário do Transporte
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