A Sulgás está prestes a concluir os quatro quilômetros de gasodutos que irão conectar a usina de biometano Bioo, em Triunfo, à rede de gás natural da empresa. A previsão é de início das operações em agosto e, como isso, o biometano poderá ser distribuído para todo o Estado, incluindo a Serra. A planta terá capacidade para produzir 30 mil metros cúbicos por dia. Conforme o diretor comercial da Sulgás, Charles Netto, já há clientes em negociação, mas ele não pode falar quais são porque os contratos ainda não foram fechados: “São clientes industriais que têm normalmente metas associadas de descarbonização”.
Netto também falou do plano de investimentos para os próximos anos. Ele está em fase de elaboração e deve ser apresentado em breve para a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs) e governo do Estado. A Sulgás prevê investir R$ 250 milhões em 10 anos: 365 indústrias devem ser atendidas — 56% na Região Metropolitana de Porto Alegre e 40% na Serra. Em abril, a Sulgás anunciou redução nos investimentos por falta de segurança jurídica e regulatória. O valor previsto de R$ 7,8 milhões para Caxias do Sul, Bento Gonçalves e Farroupilha caiu para 2,8 milhões. Obras de manutenção da rede foram mantidas. “Reduzimos os investimentos porque tivemos uma redução da verba de conversão de clientes. Esperamos que seja algo temporário, que a Agergs reveja e nossa verba de conversão de novos clientes seja retornada para nossa tarifa e a gente possa atender tanto mercado comercial, residencial e industrial”, acrescenta Netto.
Fonte: GaúchaZH / coluna Juliana Bevilaqua
Related Posts
SCGÁS apresenta soluções de gás natural e biometano em reunião com a prefeitura de Curitibanos
O presidente da SCGÁS, Otmar Müller, e o diretor técnico comercial, Silvio Renato Del Boni, se reuniram com representantes da Prefeitura de Curitibanos para discutir os projetos de gás natural e biometano...
Produção brasileira de gás limpo pode mais que dobrar até o fim da década
A indústria de biometano no Brasil pode mais que dobrar de tamanho até o fim da década, continuando a expansão iniciada nos últimos anos. Com o impulso das metas de descarbonização e da Lei do Combustível...

