A inclusão do gás natural como combustível de transição na Taxonomia Sustentável Brasileira será fundamental para viabilizar os corredores sustentáveis e incentivar, assim, a substituição do diesel pelo gás na frota de veículos pesados, defende o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro. Para ele, o reconhecimento do gás, na taxonomia, ajudará a financiar os investimentos necessários em infraestrutura. A expectativa é que o assunto avance a tempo da COP30, este ano. “A taxonomia é a coisa mais importante para o setor de transporte”, disse. O Ministério da Fazenda se debruça sobre a construção da Taxonomia Sustentável do Brasil. O mecanismo deve ajudar a reorientar o financiamento e os investimentos públicos e privados para atividades econômicas com impactos ambientais, climáticos e sociais positivos. “Todo mundo quer ser mais relevante nessa discussão de descarbonização. E a gente precisa ter a possibilidade de estar dentro da taxonomia, na parte obrigatória, para a gente poder ser elegível, para a gente participar desse mercado de carbono, para financiar essa transição energética”, comentou. Santoro destacou que o Brasil precisa aproveitar o seu potencial de produção de gás para reduzir a dependência do diesel. “Eu acredito que o gás é muito importante, o Brasil ainda é um país pobre e como um país pobre a gente investir para uma transição para energia elétrica direto, sem passar pelo gás, é muito custoso para a gente. A gente tem que aproveitar o potencial que a gente tem de produção de gás nosso”.
Gás em pontos de parada de caminhoneiros
Santoro citou ainda que o Ministério dos Transportes pretende implementar, nos Pontos de Parada e Descanso (PPDs) para caminhoneiros, estruturas voltadas ao abastecimento de veículos pesados com gás natural e gás natural liquefeito (GNL). Ao todo, estão previstos 70 novos pontos até o fim de 2027 – dos quais nove já foram entregues. Ele conta que a pasta tem buscado a aproximação com diversos atores, para viabilizar a chegada do gás nesses pontos. “Nós estamos falando com os produtores, estamos falando com os distribuidores, estamos falando com os fabricantes de caminhões e estamos falando com os fabricantes de motores e de transformação”, disse. “Conectar esses setores empresariais é o papel do Ministério. A gente tem tentado fazer isso de uma maneira de induzir o desenvolvimento dessa transição desses corredores azuis”, complementou.
Fonte: Eixos
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