O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), disse que projetos de geração de energia elétrica por meio de termelétricas a gás natural serão imprescindíveis para tornar o sistema elétrico brasileiro mais robusto. Silveira disse que a chamada para consulta pública se iniciará “nos próximos dias”.
“Nos próximos dias faremos consulta pública do leilão de capacidade de 2026, obviamente, energia térmica a gás será um dos produtos. O gás é imprescindível para robustecer o sistema elétrico, é a alternativa de baixa emissão de carbono para geração térmica e para continuar fazendo do Brasil o líder da transição energética global”, declarou durante cerimônia de inauguração da termelétrica de gás natural UTE GNA 2, no Rio de Janeiro.
Segundo o ministro, o gás natural servirá para “complementar” a capacidade de abastecimento de fontes de energia não despacháveis, como a solar e a eólica. A alternativa virá para garantir a segurança energética em momentos de maior consumo em menor potencial de geração.
Fontes de energia são despacháveis quando podem ser acionadas conforme a necessidade do sistema. Ou seja, o operador nacional pode controlar quando essas usinas entram em operação e quanto de energia vão produzir. Isso permite ajustar a oferta de eletricidade de acordo com a demanda da população e das indústrias.
No Brasil, os principais exemplos de fontes despacháveis são as hidrelétricas com reservatórios, as termelétricas –movidas a gás natural, biomassa, carvão ou óleo– e, em menor escala, as usinas nucleares.
Elas são necessárias para manter o equilíbrio da rede, em especial em momentos de maior consumo, como nos horários de pico, ou durante períodos de estiagem, quando o nível dos reservatórios das hidrelétricas cai.
Também são importantes para compensar a intermitência de fontes renováveis não despacháveis, como a energia solar e eólica, que dependem de condições climáticas e não podem ser controladas.
Fonte: Poder 360
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