A Southern Energy (Sesa) chegou à decisão final de investimento (FID, em inglês) para afretar a unidade flutuante de GNL (FLNG) MK II da Golar LNG. O FLNG tem capacidade de 3,5 milhões de toneladas por ano (MTPA) e é a segunda unidade afretada da Golar para o projeto de exportação GNL da Sesa na Argentina. Segundo o comunicado divulgado pela Golar no dia 6 de agosto, o contrato é de 20 anos e o aluguel líquido do afretamento será de US$ 400 milhões por ano. O FLNG está no estaleiro CIMC Raffles em Yantai, na China, para conversão, e navegará à Argentina assim que concluída a atividade. O início do contrato está previsto para 2028. O MK II será instalado no Golfo de San Matías, na província de Rio Negro, perto do FLNG Hilli, também da Golar LNG e afretado para a Sesa. A estimativa de início de Hilli é para o quarto trimestre de 2027. As duas unidades combinadas têm uma capacidade nominal de 5,95 MTPA. “O FID de hoje é outro marco para a Sesa ao estabelecer a Argentina como um exportador atraente de GNL e construir a posição da Golar como fornecedora líder de serviços de FLNG. A FID solidifica US$ 8 bilhões em visibilidade de lucro líquido ao longo de 20 anos para a Golar, com potencial de alta atraente no componente tarifário de commodities FLNG e por meio de nossa participação na Sesa”, disse o CEO da Golar, Karl Fredrik Staubo. A Sesa é uma empresa formada para viabilizar as exportações de GNL da Argentina. Fazem parte do consórcio a Pan American Energy (30%), YPF (25%), Pampa Energia (20%) a Harbour Energy (15%) e a Golar (10%).
O FID do FLNG Hilli foi anunciado em maio deste ano. Sua capacidade será de 2,45 MTPA e o contrato também terá prazo de 20 anos. A expectativa é que os dois contratos de afretamento adicionem US$ 13,7 bilhões em carteira de lucros à Golar ao longo de 20 anos. Os FLNGs estarão localizados próximos, no mar no Golfo de San Matias, na província de Rio Negro. As embarcações monetizarão o gás da formação Vaca Muerta, localizada na província de Neuquén. Inicialmente, o Hilli utilizará volumes sobressalentes da rede de dutos existente. A Sesa pretende facilitar a construção de um gasoduto dedicado de Vaca Muerta ao Golfo de San Matias para o fornecimento de gás aos FLNGs. Em junho, a Rystad Energy publicou uma análise destacando como a Argentina está em busca de uma estratégia nacional e multifásica de exportação de GNL, devido ao aumento trimestral e anual da produção de petróleo e gás de Vaca Muerta. A consultoria apontou os dois FLNGs (Hilli e MK II) como um dos principais projetos que sustentam as ambições de exportar o GNL da Argentina. A Rystad entende que o crescimento está afastando o país da dependência de importação de gás e tornando-o próximo de uma autossuficiência energética. “O que significa que a Argentina pode em breve se tornar um ator fundamental no fornecimento global de gás, remodelando significativamente os mercados e a geopolítica energética”, disse o vice-presidente de Pesquisa Upstream, Radhika Bansal, na análise.
Fonte: PetróleoHoje
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