Tramontina passou a consumir biometano, em substituição ao gás natural, em duas de suas unidades industriais no Rio Grande do Sul. A companhia se torna, assim, uma das primeiras indústrias a adotar o gás renovável em seu processo produtivo no estado. A substituição do gás é parcial. A companhia estuda a expansão do uso do biocombustível, inclusive para outras fábricas. A Tramontina possui, ao todo, oito unidades fabris no Brasil, sendo seis no Rio Grande do Sul, uma no Pará e uma em Pernambuco. O biometano será fornecido pela Ultragaz, responsável pela comercialização da produção do projeto Biometano Sul, inaugurada este mês em Minas do Leão (RS). A planta é a primeira unidade de produção do biocombustível do Rio Grande do Sul. Controlada pela Arpoador Energia e pelo Grupo Solví, a Biometano Sul foi instalada no aterro da Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos (CRVR) e tem capacidade de 66 mil m³/dia. O transporte até as fábricas da Tramontina é feito por caminhões movidos pelo próprio combustível renovável. “É possível reduzir a pegada de carbono, manter a eficiência operacional e, ao mesmo tempo, incentivar outras empresas a seguir pelo mesmo caminho”, afirmou o diretor Corporativo da Tramontina, Giovane Capitani. A companhia produz utensílios e equipamentos para cozinha, ferramentas para agricultura, jardinagem, manutenção industrial e automotiva, dentre outros produtos. Para a Ultragaz, representa a diversificação de seu portfólio de clientes. A companhia já comercializa, hoje, o biometano produzido no aterro de Caieiras (SP) para empresas como a Unilever e a Jomed Transportes.
RS terá uma segunda planta de biometano
A planta Biometano Sul recebeu investimentos de R$ 150 milhões e contou com financiamento do Fundo Clima do BNDES, além de incentivos fiscais estaduais. A Solví já iniciou a construção de uma segunda unidade de biometano no Rio Grande do Sul, localizada no aterro da CRVR em São Leopoldo, no Vale do Sinos. Com investimentos de mais de R$ 100 milhões, a nova planta terá capacidade para 34 mil m³/dia do biocombustível.
Fonte: Eixos
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