Um levantamento do IBP mostra que 61% dos executivos do setor e de logística enxergam os biocombustíveis (etanol e biometano) e o gás natural como os principais vetores de crescimento da malha nos próximos anos, respondendo por 27% dos novos projetos. No entanto, o principal catalisador para os investimentos é a segurança regulatória, segundo 45% dos entrevistados. A avaliação dos empresários vai em linha com o Plano Indicativo de Oleodutos (PIO), lançado pela EPE, que prevê entre R$ 1,45 bilhão e R$ 9,3 bilhões somente para os projetos de dutos para transporte de etanol. O PIO ressalta que o Brasil é o segundo maior produtor mundial de biocombustíveis líquidos e o sexto maior mercado consumidor de derivados de petróleo. Os estudos da EPE indicam potencial de crescimento da demanda nacional para as duas fontes energéticas nas próximas décadas. No entanto, o PIO ressalta que a malha de dutos existentes já está no limite da capacidade e tendem a saturar ainda nesta década. Para destravar os investimentos, a necessidade de políticas de incentivo, como financiamento e benefícios fiscais, é indicada por 27% dos entrevistados ouvidos pelo IBP. “A mensagem é que o capital existe e o apetite é grande para que futuro da indústria de dutos no Brasil seja de baixo carbono, mas ele depende de um ambiente de negócios previsível para sair da inércia”, diz em nota o IBP.
Fonte: Broadcast / Ag.Estado
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