O crescimento da economia e do mercado de trabalho, políticas de transferência de renda e programas governamentais, com destaque para o Novo PAC e para o Gás do Povo, deverão contribuir para o crescimento do consumo de combustíveis também ao longo de 2026, de acordo com edição de dezembro do levantamento Perspectivas para o Mercado Brasileiro de Combustíveis no Curto Prazo, produzido pela EPE. O estudo prevê que o consumo total de combustíveis (considerando óleo diesel total, gasolina C, etanol hidratado, QAV e GLP) deverá atingir, no próximo ano, a marca de 164,2 bilhões de litros, com um crescimento de 1,8%. Segundo a EPE, esses indicadores econômicos, associados à confirmação das expectativas para a safra de grãos, sustentam projeções de elevação da demanda de diesel, que deverá chegar a 72 bilhões de litros em 2026 – um incremento de pouco menos de 2% em relação a 2025.
A instituição acrescenta que o consumo dos combustíveis do ciclo Otto apresenta aumento contínuo diante de uma conjuntura econômica favorável. As perspectivas para a safra de cana 2025/26 foram boas, e o crescimento consistente do etanol de milho sustentam a oferta desse biocombustível. Estima-se que a demanda de etanol hidratado continuará elevada. Desde primeiro de agosto, o teor de anidro na gasolina C comum passou a ser de 30%. Para o próximo ano, a previsão é de que o consumo de etanol hidratado atingirá a marca de 23,3 bilhões de litros, 1,8 acima do registrado neste ano.
No setor de aviação, pela primeira vez, a demanda de querosene de aviação (QAV) em 2026 deve ultrapassar a máxima histórica previamente registrada em 2014, de 7,5 bilhões de litros. Espera-se um crescimento um pouco mais moderado do consumo de QAV, de 2,7% em 2026, do que o verificado em 2025 (5,5%), devido aos ganhos de eficiência energética e operacional.
O consumo de gás liquefeito de petróleo (GLP) apresenta perspectiva de crescimento que não é registrada há anos no setor, incentivada pelo programa Gás do Povo, pela situação de pleno emprego e pela ampliação da disponibilidade de renda associada à isenção do Imposto de Renda Pessoa Física para quem ganha até 5 mil reais, além de oportunidades de evolução e ampliação do mercado. A previsão é que a demanda por GLP chegue a 8 milhões de toneladas no próximo ano, 3,9% superior à de 2025.
Fonte: EnergiaHoje
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