O Estado do Rio concentra 75% da produção nacional de gás, depois de registrar aumento de 20% no volume em 2025, para 137 milhões de metros cúbicos por dia. Os dados constam na publicação Perspectivas do Gás no Rio 2025-2026, da Firjan. A produção bruta de gás natural no país aumentou 16% em 2025, para 178 milhões de metros cúbicos por dia. Para o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, 2026 será um ano decisivo para que a indústria de gás avance e traduza a abundância de recursos em competitividade industrial. “O gás é um importante aliado para manter a segurança energética e transição. O gás deve estar no centro das decisões estratégicas para o desenvolvimento no Estado do Rio.”
Segundo a Firjan, maximizar o aproveitamento da produção nacional de gás natural é um dos desafios deste mercado. Os dados mostram que uma parcela menor do gás produzido no país chegou ao mercado em 2025, quando comparamos a 2021, quando foi aprovada a nova lei do gás. Saímos de um patamar de 42% para atuais 33%. O diagnóstico, segundo a federação, é que a indústria não acompanhou o aumento da produção.
O início da operação do gasoduto Rota 3 e da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) do Complexo Boaventura, da Petrobras, contribuíram para que maiores volumes de gás nacional chegassem ao mercado, revertendo a tendência de queda observada nos últimos anos no país, afirmou o estudo da Firjan.
O estudo da Firjan conclui que, para transformar as oportunidades em resultados concretos, o Rio de Janeiro ainda precisa avançar mais em um arcabouço legislativo mais harmonizado com uma política coesa para o gás natural, térmicas, biogás e geração. “Além disso, garantir estabilidade jurídica, assegurando que os regimes especiais (isenção, crédito, diferimento) sejam previsíveis por períodos compatíveis com os ciclos de investimento do setor”, diz o documento. “Políticas tributárias bem calibradas podem fazer do Rio de Janeiro um motor da nova economia do gás, ou transformá-lo em espectador de sua própria transição”.
Fonte: Valor Online
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