A Eni, a YPF e a XRG, da petroleira ADNOC, anunciaram a assinatura de um acordo de desenvolvimento conjunto vinculativo (Joint Development Agreement) para o Argentina GNL – projeto de gás em grande escala, que abrange desde a exploração e produção até o abastecimento de mercados internacionais, desenhado para desenvolver a formação de xisto de Vaca Muerta. Estima-se que o projeto vai fornecer 12 milhões de t/ano de GNL, por meio de duas unidades flutuantes de GNL com capacidade de 6 milhões de t/ano cada. Ele foi concebido para incluir infraestrutura de produção, processamento, transporte e exportação de GNL. A assinatura do acordo vinculativo estabelece o plano de trabalho para que as partes avancem para a próxima etapa de desenvolvimento. Por meio do acordo, as empresas iniciarão o Estudo de Engenharia Básica (FEED, na sigla em inglês) e atividades relacionadas, incluindo engenharia, estruturação técnica e principais frentes de trabalho comerciais e de financiamento. “Este novo passo marca a inclusão formal da XRG no projeto que temos desenvolvido em conjunto com a Eni. Continuaremos trabalhando intensamente para alcançar a Decisão Final de Investimento (FID) no segundo semestre de 2026”, afirmou o presidente e CEO da YPF, Horacio Marín, segundo o comunicado. Em dezembro de 2025, cerca de um ano depois de firmar acordo com a YPF para a fase inicial de desenvolvimento do projeto Argentina LNG, a Shell decidiu sair do negócio. Para o Brasil, o projeto é importante por ser uma alternativa mais barata e competitiva do que as rotas de gasodutos que estão sendo propostas para trazer o gás de Vaca Muerta para o mercado brasileiro.
Fonte: PetróleoHoje
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