Para analistas da S&P Global, a capacidade de suprimento global GNL vai sentir impactos do atual conflito no Oriente Médio até a década de 2030. Segundo o diretor da S&P, Ross Weyno, os ataques afetaram não apenas as plantas existentes, mas também projetos que estavam em construção na região. “Foi um impacto massivo nesse mercado”, disse. Apenas o ataque da semana passada à cidade industrial de Ras Laffan, no Catar, destruiu 3% da capacidade global de produção de GNL. Ao todo, cerca de 19% do suprimento global de GNL já foi afetado, calcula a S&P Global. A crise pode atrair novos projetos em outras regiões, incluindo Estados Unidos, Nigéria e México, mas ainda não está claro se isso vai ocorrer, pois a atual volatilidade nos preços dificulta novos investimentos, destacou Weyno. A maior parte dos volumes que foram afetados até o momento eram importados pela China, mas o país tem conseguido usar reservas para atenuar os impactos por enquanto, assim como o Japão e a Coreia do Sul. Outros países que estão expostos à crise e têm menos alternativas são a Taiwan, Paquistão e Índia. Os analistas acreditam, inclusive, que clientes industriais indianos podem sofrer racionamento.
Fonte: Eixos / CERAweek
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