A Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG) estima que os contratos de fornecimento de gás firmado com termelétricas vencedoras do leilão de reserva de capacidade, voltado para a segurança energética, representam uma movimentação de 14 milhões de m³/dia de gás natural. O leilão contratou, em duas sessões realizadas nos dias 18 e 20 de março, 19 GW de usinas térmicas, novas e existentes, e de novas turbinas a serem instaladas em hidrelétricas existentes. Segundo a empresa, o volume é considerado estratégico para contribuir para viabilizar novos investimentos e para a ampliação da capacidade de transporte, tanto do sistema da própria TBG quanto da infraestrutura nacional.
Para o presidente da TBG, Jorge Hijjar, o resultado do leilão representa mais um passo na integração entre os setores de gás e energia no Brasil. “O resultado do LRCap 2026 [sigla como o setor se refere ao leilão de capacidade] cria condições concretas para a expansão do sistema”, disse Hijjar, em nota. O leilão de capacidade visa garantir a disponibilidade da potência de usinas em momentos de necessidade do sistema elétrico, como no horário de ponta, quando a geração solar sai do sistema, no fim do dia. “Essas unidades possuem a capacidade de gerar eletricidade de forma contínua e com acionamento imediato, atuando de maneira complementar às fontes renováveis intermitentes, como eólica e solar, e contribuindo para a estabilidade do sistema elétrico”, acrescentou o executivo.
A TBG é a controladora do lado brasileiro do Gasoduto Bolívia-Brasil, cujo controle é exercido pela (51% de participação), BBPP Holdings (29%), YPFB (19.88%) e Corumbá Holding (0,12%).
Fonte: Valor Online
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