A guerra no Oriente Médio funcionará como um “grande teste” para a abertura do mercado brasileiro de gás natural, na visão do CEO da GasHub, Antônio Quirino.
A expectativa, segundo ele, é que o pico dos preços internacionais e seus impactos sobre o mercado doméstico forçarão o desenvolvimento de soluções mais sofisticadas pelos agentes.
O episódio #023 do podcast gas week analisa os desdobramentos do mercado spot de gás com Antônio Quirino, CEO da GasHub, plataforma independente de comercialização de gás natural.
Quirino relata que o desenvolvimento natural do mercado já tem alimentado, aos poucos, a criação de curvas futuras de preços. E que ele já percebe mudanças no perfil de contratação dos agentes no mercado, sobretudo na busca de contratos com preços mais estáveis, em meio ao cenário de volatilidade no mercado global. “É o mercado se desenvolvendo por si só, trazendo essas soluções de precificação futura etc”, disse.
“[Com o início da guerra] a gente começou a ver na plataforma empresas, com a posição de comprador, colocando preços para um, dois, três, quatro, cinco, seis à frente. Preço fixo para travar aquela exposição spot à correção do Brent. Então é um mercado já trabalhando sofisticações naturalmente, sem ter que fazer hedge financeiro”, complementou.
Ele também compara o contexto da atual crise do mercado global com a de 2022 e vê o mercado brasileiro, hoje, em um outro estágio de maturidade e menos dependente da Petrobras.
A estatal estuda soluções para mitigar o próximo reajuste de preços do gás, em agosto — o que levanta expectativas de como os concorrentes vão reagir, diz Quirino. “[Os demais players] Vão copiar e colar a condição ou vão tentar trazer novas sofisticações? Quando a gente olha mercados maduros e a gente olha o histórico do desenvolvimento, a gente vê as comercializadoras com um papel fundamental em trazer produtos sofisticados, fazendo derivativos, hedge…”, comentou.
Assista à entrevista na íntegra
Fonte: Eixos / Videocast gasweek
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