A rede de distribuição também cresceu 10% no mesmo período. Apesar do resultado positivo, pressão sobre o preço é mau sinal para o mercado.
De acordo com o levantamento estatístico da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (ABEGÁS), o consumo de gás natural cresceu 9,3% no primeiro semestre, na comparação com o mesmo período do ano anterior, impulsionado pelos recordes registrados em março e abril. A cogeração a gás e a geração termelétrica tiveram os melhores resultados nos primeiros seis meses, com aumentos de 3,3% e 10,3%, respectivamente. O setor de cogeração vem ganhando força desde maio, por conta da alta do preço da energia elétrica.
Em junho, o consumo residencial foi destaque com aumento de 20,7% em relação ao mês anterior. O segmento comercial subiu 8,1% na avaliação junho/maio de 2014 e 2,7% em relação aos seis primeiros meses de 2013. Após recuperação em maio, o setor automotivo voltou a apresentar redução em junho, com baixa de 4,7%. Na comparação com os seis primeiros meses do ano passado, a queda foi de 2,8%. As indústrias aumentaram o consumo em 1,9% no comparativo com o primeiro semestre de 2013, mas fecharam o mês de junho com queda de 4,1% em relação ao mês anterior sinalizando uma queda da produção nacional.
O presidente-executivo da ABEGÁS, Augusto Salomon, ressalta que apesar do resultado do primeiro semestre ter sido positivo, o quadro de perda da competitividade industrial no país, principalmente para as indústrias que fazem uso intensivo do gás natural, deverá ser agravado no segundo semestre de 2014. De acordo com o executivo, o reajuste de 1,57%, em média, que a Petrobras fará no gás natural a partir de 1º de agosto, terá impacto direto na competitividade e produção da indústria nacional no período, uma vez que em 2014 o energético já acumula aumento médio de 4,5%. “Os combustíveis substitutos do gás natural vêm sendo subsidiados e tendo até preços congelados, o que cria uma distorção imediata na produção industrial. Não queremos subsídios e sim, preços igualitários.”, destaca Augusto Salomon.
De janeiro a junho desse ano, também houve aumento de 10% na rede de distribuição, totalizando 26,3 mil quilômetros de extensão, o que demonstra que as distribuidoras de gás canalizado tem feito o seu papel e investido na expansão do mercado. A região Sudeste continua concentrando o maior consumo de gás natural do país, com volume médio diário de 48,5 milhões de metros cúbicos. Em seguida vem o Nordeste, com 15,5 milhões de metros cúbicos. As regiões Sul, Norte e Centro-Oeste consumiram 5,8 milhões de m³/dia, 3,5 milhões de m³/dia e 2,4 milhões de m³/dia, respectivamente.
Fonte: Assessoria de Imprensa da ABEGÁS
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