Ministro Paulo Guedes quer destravar investimentos na área com a ajuda dos governadores do Rio e de São Paulo
O ministro da Economia, Paulo Guedes, quer ampliar as tratativas do choque da energia barata para o setor de gás natural. Para isso, o ministro pretende chamar para a mesa de discussões sobre iniciativas para destravar os investimentos na área os governadores do Rio de Janeiro e de São Paulo, Wilson Witzel e João Dória, respectivamente, além dos representantes da Petrobras, do Ministério de Minas e Energia e da ANP, que já participam das discussões.
Guedes citou os dois governadores porque são Rio de Janeiro e São Paulo são os maiores produtores de gás do país. A ideia é atrair os investimentos para a construção de dutos de escoamento de forma competitiva nos dois estados. Assim, seria possível baratear o custo do insumo, que hoje está em torno de US$ 12 por milhão de BTU. No Japão, o custo do produto está em US$ 7 por milhão de BTU e, nos Estados Unidos, em torno de US$ 3 por milhão de BTU.
Atualmente, a Petrobras domina grande parte da cadeia produtora de gás, sendo responsável por cerca de 70% da oferta nacional. Além disso, a petroleira possui participação em todas as distribuidoras e é responsável pela maior parte da rede de dutos de transporte no país, embora esteja se desfazendo de alguns dos ativos no setor, como a TAG.
Diante desse quadro, a onda de investimentos para escoar o gás pode contribuir também para a produção de petróleo, já que, no pré-sal, o gás é associado ao óleo, o que torna necessária a busca por um mercado consumidor do insumo.
A fala de Guedes vem em um momento em que o PL do Gás encontra-se parado no Congresso Nacional, ainda sem definição quanto sua aprovação ou não. Para o secretário Executivo de Gás Natural do IBP, Luiz Costamillan, a estagnação do projeto de lei não chega a ser tão impactante para o setor, já que o decreto do gás, publicado no fim do ano passado, ainda no governo do ex-presidente Michel Temer, já engloba ações previstas no programa Gás para Crescer. A expectativa, agora, é em relação à mudança no regime de construção de novos dutos de transporte, que voltará a ser concedido por autorização.
Fonte: Brasil Energia
Related Posts
Indústria cerâmica é o principal cliente da SCGÁS
A indústria cerâmica respondeu, em julho, por 41% de todo o volume de gás natural distribuído pela SCGÁS, consolidando-se como o principal segmento consumidor em Santa Catarina. Além do setor cerâmico,...
O mercado invisível do gás – e como a CCEE pode ajudar
Em artigo publicado no portal Brazil Journal, o presidente da Gasmig, Gustavo De Marchi, afirma que Uma siderúrgica em Minas Gerais com volume de gás sobrando. Do outro lado, a poucos quilômetros, uma...

