A Shell International Trading Middle East Limited assinou um termo de compromisso com a Hidrovias do Brasil para fornecer GNL à usina termelétrica (UTE) Vila do Conde, que a empresa brasileira pretende construir em Barcarena, no Pará.
O acordo com a subsidiária da petroleira anglo-holandesa prevê o suprimento do combustível por 25 anos, caso a energia da UTE – que terá potência bruta de 1,666 MW – seja contratada no próximo leilão A-5 da Aneel, em 2020.
A usina poderá consumir até 6,7 milhões de m³/d de gás natural. O volume chegará por um gasoduto conectado a uma unidade flutuante de regaseificação (FSRU), no terminal de uso privado (TUP) da Hidrovias do Brasil na localidade de Vila do Conde. A embarcação terá capacidade para estocar 200 mil m³ de GNL e regaseificar 14 milhões de m³/d.
O volume será importado dos Estados Unidos ou de outra localidade que seja parte do portfólio da Shell. O transporte será feito por navios gaseiros afretados pela Shell International Trading Middle East.
A empresa também tem um termo de compromisso firmado com a Distribuidora de Gás do Pará, que prevê a possibilidade de colocação de até 300 mil m³/d em seu mercado, a depender do volume de energia elétrica contratado no A-5.
O projeto da UTE foi habilitado para participar do leilão A-6, realizado em outubro passado, mas não saiu vencedor. No mesmo certame, foi contratada a UTE Novo Tempo, também em Barcarena – um empreendimento CELBA em associação com a Golar Power e a Evolution Power Partners (EPP).
As hidrovias do Brasil é uma empresa de soluções logísticas integradas nascida a partir de uma startup financiada pelo Fundo de Investimentos Pátria, que, hoje, responde por 55,8% de sua estrutura societária.
De olho no gás_
Vila do Conde não é o único projeto termelétrico com o qual a Shell está envolvida no Brasil. Em 2023, está programada para entrar em operação a UTE Marlim Azul, em Macaé (RJ), que será abastecida com gás produzido em campos do pré-sal (a petroleira é sócia da Petrobras nos campos de Lula e Sapinhoá e vem adquirindo novos ativos na Bacia de Santos em leilões da ANP).
Em setembro, o presidente da companhia no Brasil, André Araújo, ressaltou que a Shell busca oportunidades para monetizar suas reservas de gás no pré-sal, principalmente na geração de energia e na comercialização do energético para clientes industriais de grande porte. No mês passado, a companhia participou da chamada pública das distribuidoras de gás do Nordeste, mas não conseguiu oferecer condições competitivas sobretudo pela condição de acesso à infraestrutura de regaseificação e transporte.
Fonte: Energia Hoje
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