Os contratos futuros de petróleo fecharam com ganhos, nesta quarta-feira, 19. Como ocorreu no mercado acionário na Europa e em Nova York, a commodity foi apoiada por uma visão mais otimista sobre o coronavírus na China, após o governo de Pequim informar uma queda pelo segundo dia consecutivo no número de novos casos e também mostrar disposição no combate ao problema. Além disso, notícias específicas do mercado tiveram destaque.
O petróleo WTI para abril fechou em alta de 2,29%, a US$ 53,49 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para o mesmo mês avançou 2,37%, a US$ 59,12 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).
A Comissão Nacional de Saúde da China informou que o número de novos casos de infecção por coronavírus recuou nesta quarta pelo segundo dia consecutivo. Segundo a Reuters, o número informado mais cedo foi o menor desde 29 de janeiro. Além disso, foi bem visto por investidores o fato de que a China tem apoiado uma retomada nas operações de fábricas locais, embora lentamente.
Ainda segundo alguns analistas, os contratos ainda foram apoiados nesta quarta pela decisão do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor na terça sanções contra a Rosneft Trading, subsidiária da petroleira russa Rosneft Oil, por seus negócios no setor na Venezuela. Para o Commerzbank, isso não deve ter um impacto direto na oferta de petróleo da Rosneft, mas sim dificultar a tarefa da Venezuela para colocar petróleo no mercado.
O banco alemão comenta ainda em nota a clientes o fato de que a Líbia continua com dificuldades em sua produção, com cerca de 1 milhão de barris por dia a menos de produção no começo desta semana, em comparação com um mês atrás.
O Commerzbank diz que os problemas da Líbia acabam por ajudar indiretamente a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), já que isso compensará em parte a queda na demanda causada pelo coronavírus.
Segundo o London Capital Group, os contratos foram ajudados também pelas negociações “em vários níveis” de governo entre Rússia e Arábia Saudita por um corte maior na oferta de petróleo para apoiar os preços, embora não exista uma decisão final nesse caso.
Fonte: IstoÉ Dinheiro / Estadão Conteúdo
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