Falta gás de botijão nas distribuidoras de São Paulo e os consumidores já sentem no bolso o aumento de preços durante a quarentena para conter o contágio do novo coronavírus. Na capital paulista, clientes reclamam que precisam ficar em filas nas portas de diversos estabelecimentos da cidade, mesmo com medo de contágio, e enfrentam grande dificuldade para conseguir encontrar o produto por telefone ou mesmo via aplicativos de entrega.
Levantamento do Sindigás confirma aumento na demanda por botijões na cidade, o que tem gerado filas e fim momentâneo dos estoques. O sindicato afirma que o consumidor criou uma corrida desnecessária nas revendedoras e tem feito estoque de botijões para a quarentena. A entidade diz que está monitorando a situação permanentemente e promete que, em até dez dias, fará as alterações necessárias para adequar o suprimento do produto.
Além da falta do produto, o consumidor já está pagando mais caro. Para o Sindigás, o movimento de estoque gera a falsa sensação de escassez e pode desencadear a subida dos preços. O sindicato acredita que as vendas dos botijões de gás têm apresentado um aumento entre 5% e 8%. Em fevereiro, o preço médio do botijão de 13 quilos era vendido a R$ 69,91, ou seja, o consumidor pode encontrar, em tempo de quarentena, o mesmo produto por até R$ 75,50, segundo o sindicato. Já uma pesquisa realizada por meio do aplicativo Chama, que conecta revendas a consumidores e permite a comparação dos valores do produto, aponta que, durante o período de isolamento, o valor do botijão de gás pode aumentar até 35% na cidade. Segundo o aplicativo, que tem 2.000 distribuidoras cadastradas, em São Paulo a média de preços do botijão de 13 quilos no início de março, antes da quarentena, era de R$ 71. Agora, o produto pode ser encontrado por até R$ 81 na cidade.
Fonte: Agora SP
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