O setor de exploração e produção vive uma batalha com a nova Lei do Gás. De um lado, o projeto vai tirar da Petrobras o monopólio, afim de abrir o mercado e, espera assim o Governo, baratear o produto na praça em 40% – desde o botijão até o gás industrial. Em outra frente, congressistas ouvem reclamações da Abegás, ainda contrária ao PL. Estes apontam ausência de solução para a construção de gasodutos para distribuir melhor o produto (hoje, 40% do gás explorado, em mar e terra, são reinjetados por falta de dutos e derretem US$ 2 bilhões em royalties que seriam destinados aos estados). Governistas indicam implicância da Abegás, associação de empresas que não querem a abertura do mercado, enquanto investidores do setor, na cadeia atual comandada pela Petrobras, reivindicam mais garantias.
Decolando
A nova Lei do Gás é tão importante para alavancar a economia que o próprio presidente Jair Bolsonaro se envolveu na pauta. Vai a Aracaju na próxima segunda-feira (17), visitar uma termelétrica gerada a gás.
Cadeia ampla
Defensor do projeto, o relator deputado Laércio Oliveira, que convidou Bolsonaro, resssalta que “produtos de limpeza, pisos, plásticos, vidros, fertilizantes e remédios necessitam do gás para sua produção”.
Defensores de peso
Outros dois envolvidos na pauta são o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. Além da quebra do monopólio de exploração da petroleira, há a venda de 51% do gasoduto Brasil-Bolívia.
No Congresso
O mercado privado se mobilizou no apoio. Amanhã (11), entidades da indústria entregam ao relator manifesto de apoio ao relatório apresentado e já aprovado na Comissão temática.
Fonte: O Dia / coluna Esplanada
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