A afirmação de que o gás natural é o combustível para a transição energética é um dos mitos que precisam ser desmascarados, na avaliação da REN21, comunidade global de agentes que atuam no segmento de energias renováveis. A instituição avalia que, neste momento, não faz sentido continuar tratando os investimentos em gás fóssil como um passo intermediário para a energia limpa, uma vez que estes ativos inevitavelmente acabarão se tornando ativos irrecuperáveis no futuro. Para a entidade, mesmo a definição de gás natural é enganosa, uma vez que o insumo é de origem fóssil ou metano, que é um dos gases mais potentes do efeito estufa – mais ainda que o gás carbônico (CO²). Outras afirmações que precisariam ser desmistificadas são as que as energias renováveis são muito caras ou que a energia nuclear é uma fonte “limpa”. A entidade lançou na semana passada o Relatório de Status Global das Energias Renováveis, segundo o qual existe uma lacuna importante entre metas e ações para redução de emissões de gases de efeito estufa.Em entrevista exclusiva ao EnergiaHoje, Rana Adib, diretora executiva do REN21, afirma que muitos países ainda não apresentaram uma estratégia concreta para a descarbonização de matrizes de transportes e vê grande potencial para o Brasil diversificar seu mix de eletricidade e investir em outras fontes de energia renovável no futuro.
Fonte: EnergiaHoje
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