A Compass e a Mitsui, sócios na Commit (ex-Gaspetro), aprovaram em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) de acionistas a cisão parcial da sociedade e a criação da Norgás – que passa a abrigar os ativos da joint venture no Nordeste.
A segregação é uma das etapas necessárias para que a Compass efetive a alienação de sua participação indireta no capital na Algás (AL), Cegás (CE), Copergás (PE), Potigás (RN) e Sergas (SE).
A nova empresa abrigará as ações da Commit nessas cinco concessionárias estaduais de gás canalizado. Já as fatias detidas pela sociedade nas distribuidoras do Centro-Sul (CEG Rio, Necta, MSGÁS, Sulgás, SCGÁS, Compagas) permanecem debaixo do guarda-chuva da Commit.
A Compass tem contrato assinado com a Infra Gás e Energia para venda de suas ações nas distribuidoras de Alagoas, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.
Sócia da Compass na Commit, no entanto, a Mitsui Gás tem direito de preferência na aquisição desses ativos e a japonesa começou a avisar os governos dos estados da intenção de exercer a opção – o que deve frear a entrada da Infra Gás no mercado.
A Compass comunicou, na segunda (09), que a alienação da fatia detida pela companhia na Norgás “permanece sujeita ao cumprimento de determinadas condições precedentes e seguirá todos os ritos e procedimentos necessários”.
Uma dessas condicionantes é, justamente, o exercício do direito de preferência da Mitsui e dos estados na aquisição.
A Compass se comprometeu, no rito de aprovação da aquisição da Gaspetro pelo Cade, a vender sua participação em 12 distribuidoras herdadas da antiga subsidiária da Petrobras. O plano da empresa do grupo Cosan é se concentrar no Centro-Sul.
Nessa reacomodação do mercado, a Termogás, do empresário Carlos Suarez, comprou fatias da Commit na Goiasgás (GO), Gaspisa (PI), Gasap (AP), Rongás (RO) e CEBGás (DF); e os estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba e o Distrito Federal exerceram seus respectivos direitos de preferência na aquisição de fatias adicionais na Algás, Bahiagás, Cegás, PBGÁS e CEBGás.
A Infra Gás, por sua vez, fechou acordo com a Compass para ficar com as cotas remanescentes em cinco estados do Nordeste. A empresa se queixa, no Cade, sobre a demora na conclusão do negócio – que depende, justamente, da posição da Mitsui sobre suas intenções.
Fonte: Epbr
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