Segundo o diretor de transição energética e sustentabilidade da Petrobras, Mauricio Tolmasquim, os preços do gás natural serão reduzidos pela em 1,41%, a partir de novembro, por causa do efeito da queda das cotações do dólar e do petróleo do tipo Brent nos últimos três meses.
Com o ajuste, os preços do gás natural somam uma redução de 17% desde janeiro de 2023. Além disso, contou o executivo, a petroleira aprovou a oferta de novos modelos de contratos de gás com as distribuidoras estaduais, que garantem mais flexibilidade de prazos e indexadores, entre outros parâmetros. Antes, ele afirmou, que a empresa oferecia 20 combinações de contratos, mas, com a aprovação pela diretoria da companhia, serão oferecidas 48 combinações de contratos para as distribuidoras, permitindo um modelo quase personalizado (“taylor made”).
Outra iniciativa da Petrobras, disse, foi a criação de um prêmio de incentivo à demanda para as distribuidoras. De acordo com Tolmasquim, a empresa vai oferecer preços 10% inferiores aos valores de referência para empresas que registrem consumos acima do compromisso mínimo fechado com os respectivos clientes. Tolmasquim contou ainda que a tem atuado para criar uma carteira de clientes que tem apostado no mercado livre de gás, modelo semelhante ao do setor elétrico, que permite a escolha do fornecedor do insumo.
Segundo ele, a empresa possui uma refinaria (Acelen), três siderúrgicas e duas termelétricas que contratam o gás natural da Petrobras no mercado livre. Em dezembro, a deve anunciar novo contrato firmado com um grande consumidor de gás natural, cujos detalhes estão sendo acertados. A presidente da estatal, Magda Chambriard, destacou que a empresa vem se mobilizando na intenção de aumentar a oferta de gás no Brasil e reduzir os preços cobrados pelo insumo. Ela observou que, embora atualmente não consiga, a empresa tem trabalhado para buscar endereçar gás mais barato para segmentos como petroquímica, fertilizantes e indústria química, cujos gastos com a compra do produto podem representar cerca de 40% do custo final de produção.
“Com o preço adequado, o Brasil pode triplicar a capacidade de absorção de gás. Queremos ganhar escala e fazer dinheiro com esse mercado imenso, não queremos abrir mão desse mercado para ninguém”, disse Chambriard. Ela contou ainda que a olha para plataformas que estão instaladas e em produção no pré-sal, especialmente no campo de Búzios, que não permitem a exportação de gás natural para a costa brasileira. “Estamos revendo esse cenário, de poços que eventualmente podem ter ficado para trás e não terem sido aproveitados”, afirmou a executiva.
Fonte: Valor Online
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