A Yara informa que é a primeira empresa no Brasil a produzir amônia renovável por meio do biometano, que passou a ser usado em suas operações em substituição ao uso do gás natural e, assim, dar origem a fertilizantes nitrogenados e soluções industriais com uma menor pegada de carbono. Produzido em Piracicaba (SP), a partir da vinhaça e da torta de filtro, o biometano é disponibilizado na rede de distribuição de gás pela Raízen e utilizado pela Yara em seu Complexo Industrial de Cubatão, hoje o maior consumidor de gás natural do estado de São Paulo e o principal produtor de amônia do país. A partir da amônia renovável, a Yara descarboniza parte de sua operação e portfólio e, consequentemente, tem potencial para impactar toda a cadeia que faz uso dos fertilizantes nitrogenados de menor pegada de carbono, e de soluções industriais, assim que ela ganhar escala.
“Este é um avanço significativo na construção de cadeias de valor baseadas em energias renováveis. O nitrogênio é utilizado em inúmeras indústrias, incluindo a de alimentos e mineração, assim como no setor de transporte, tanto onshore quanto offshore. Para o agronegócio, o impacto é enorme. Ao combinar esta nova geração de fertilizantes com menor pegada de carbono ao nosso conhecimento agronômico, traremos ainda mais valor para o agricultor, abrindo novos mercados e fontes de receita”, diz Marcelo Altieri, presidente da Yara Brasil. A companhia norueguesa já desenvolve globalmente outros projetos de amônia renovável baseados em energias solar e hídrica, mas esta é a principal iniciativa da empresa utilizando o biometano. Além das fontes renováveis, produtos que utilizam captura e armazenamento de carbono (CCS) também farão parte significativa do portfólio da empresa, que pretende alcançar a neutralidade de carbono até 2050.
Fonte: EnergiaHoje
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