O gás natural pode ajudar a promover uma integração energética entre países da América do Sul. Segundo o diretor de Novos Negócios e Gás Natural da Âmbar Energia, Rodrigo Senne, é preciso de uma visão estratégica para otimizar os recursos de forma mais eficiente. O executivo destaca que o Brasil, a Argentina e a Colômbia precisam encontrar uma estratégia para maximizar os recursos de forma pragmática. Caso contrário, as ações podem demorar a se desenvolver. “Acho que voltamos para a década de 1990, quando assinamos o acordo para construir o TBG e isso mudou a vida de todos. O que acontece agora é que a produção boliviana não é suficiente para atender o mercado interno nos próximos dez anos”. O executivo acredita que a América do Sul vai vivenciar um ambiente competitivo no âmbito do gás natural. Segundo ele, de um lado estará a Petrobras com o gás proveniente de projetos como o Rota 3; e, de outro lado, terá a Argentina tentando levar a molécula ao mercado. “Acho que alguns países são mais favoráveis à integração do que outros e isso varia conforme cada região. Na América do Sul, precisamos de uma visão estratégica de como otimizar os recursos da melhor forma possível”, completou
Já a diretora-geral para a Argentina e Brasil e vice-presidente para a América Latina da Excelerate Energy, Gabriela Aguilar, afirmou que o GNL em pequena escala e os terminais podem ser uma oportunidade para amplificar a integração entre as regiões. Para ela, o mercado de energia precisa de segurança energética e flexibilidade. “Acredito que seja um momento em que precisamos melhorar a sinergia entre o setor privado e público para definir melhor as regras. Também para que os investimentos sejam realizados da forma mais adequada”, completou. Gabriela lembrou do memorando de entendimento assinado entre o Brasil e a Argentina para viabilizar a exportação de gás natural, principalmente da área de Vaca Muerta. Para ela, os países precisam trabalhar juntos. O objetivo é aumentar a oferta de gás argentino nos próximos 3 anos para 10 milhões de m³/dia, até atingir 30 milhões de m³/dia em 2030. “Precisamos trabalhar juntos. O acordo foi um primeiro passo, mas ainda há muito a ser feito”, comentou. De acordo com ela, o mercado de energia também precisa de segurança energética, acessibilidade e flexibilidade.
Fonte: EnergiaHoje
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