Duas especialistas em energia analisam os reflexos da Lei Complementar 214/2025, que regulamenta a reforma tributária, no setor e na transição energética. Cristiane Schmidt, professora na Fundação Getulio Vargas, consultora do Banco Mundial e presidente da MSGÁS, e Lívia Amorim, sócia do Veirano Advogados membro do Conselho Internacional de Grandes Sistemas Elétricos (Cigré) são as entrevistadas da semana do Joule – podcast de energia do JOTA em parceria com o Inté, o Instituto Brasileiro de Transição Energética.
“A reforma, como um todo, foi positiva. Mas para energia, em particular, a minha crítica é com o imposto seletivo. O IS não deveria ter entrado para bens minerais. Isso é uma incoerência”, disse Cristiane. E acrescenta: “O grande problema é que há, de fato, um plano de gás natural para o Brasil. O país quer acabar ou fomentar esse mercado?”
O período de transição da nova tributação, que se inicia em 2027 e se estende até 2033, é outro fator que impacta todo o setor. “Energia tem contratos de longo prazo com determinadas premissas tributárias. A lei complementar já foi sancionada, mas faltam detalhes para modelar essas premissas. Isso impacta também em novos projetos”, pontua Lívia.
As entrevistadas falam ainda do não veto da monofasia para o gás natural na sanção da Lei, e o que muda para alguns negócios no setor de energia, como geração distribuída (GD), autoprodução, usinas termelétricas, por exemplo.
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Fonte: Portal Jota
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