Uma análise do Ineep mostra que a política conseguiu atingir o objetivo de evitar o repasse da volatilidade do mercado internacional de petróleo para o consumidor brasileiro. “Até aqui, (a estratégia comercial) cumpriu seu objetivo de mitigar o repasse da volatilidade dos preços internacionais para o mercado interno, moderar as pressões sobre os preços dos derivados, em especial do diesel, e contribuir para geração de valor e bom desempenho financeiro da companhia”, diz o Ineep. Para o analista da Genial Vitor Sousa, o que se observa desde a adoção da nova política é um razoável acompanhamento em relação ao que é estimado como preço da paridade e a execução dos preços da empresa – exceto em um ou dois momentos muito pontuais”, observou. “Fora isso, o que eu posso dizer é que apesar dos discursos, a empresa tem sido muito razoável no acompanhamento de preços dos derivados”, disse.
Já Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos, considera que toda política de preços tem seus prós e contras, inclusive o PPI. Mas avalia que a mudança “colocou uma pá de cal” no interesse de qualquer player do setor de refino em se instalar no País, movimento que poderia levar à maior concorrência e, por consequência, à tão almejada redução de preços para o consumidor. “O principal ponto é que quando você foge da lógica do mercado, você sempre deixa alguém insatisfeito. O PPI não era perfeito, você tinha de fato períodos que precisava fazer bastante alteração nos preços. Mas a política era mais transparente, hoje ela é opaca”, avaliou. Também o presidente da Abicom, Sérgio Araújo, reclama da falta de transparência na nova política, mas disse que após a sua implantação, as distribuidoras de combustíveis tiveram que passar a trabalhar com um “mix” entre as refinarias da Petrobras, a importação e das refinarias privatizadas, para conseguir um custo médio e viabilizar a operação.
Fonte: Broadcast / Ag.Estado
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