Segundo o executivo de Novos Negócios da Sulgás, Cristiano Rickmann, o Rio Grande do Sul tem sete usinas em busca de autorização para produção de biometano, com potencial de produção de aproximadamente 200.000 metros cúbicos/dia, o equivalente a 10% do volume de consumo de gás natural do Estado. Rickmann destacou que a distribuidora tem papel importante no desenvolvimento do mercado de biometano no Rio Grande do Sul. O objetivo é usar as usinas como pontos de partida para expandir o acesso ao gás no interior do estado. “A rede de gás canalizado é a melhor forma de escoar o biometano. Traz escala e segurança energética, com garantia de fornecimento, e evita o uso de caminhão. Prover infraestrutura de rede para escoar o biometano, para interligar a produção ao ponto de consumo, é um papel fundamental da Sulgás. Estamos trabalhando isso e mapeando as plantas existentes”, disse Rickmann, acrescentando que a companhia comprou toda a capacidade de produção da usina da Bioo, em Triunfo (RS), e está com uma nova chamada pública para aquisição de gás natural e biometano.
Representando a visão do produtor, o gerente de Novos Negócios da Sebigás Cótica (um dos investidores da usina Bioo), Leandro Cesar Frin, detalhou os projetos de biogás e biometano da empresa no Brasil, incluindo usinas de biodigestão de larga escala nos Estados de São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul para clientes como Raízen, São Martinho, Atvos e Necta. “Atuamos em segmentos estratégicos como o setor sucroenergético e agroindustrial. “Precisamos buscar alternativas para obter maior volume. Esperamos poder dar um impulso grande no fornecimento de gás”, afirmou.
Fonte: EnergiaHoje
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