Na segunda (03), a Petronas e a Eni anunciaram a assinatura de um Acordo de Investimentos para estabelecer uma joint venture que gerenciará ativos upstream da Malásia e Indonésia, com foco no mercado de gás e GNL. A previsão é que a JV seja estabelecida em 2026. Ainda é preciso das aprovações regulatórias necessárias na Malásia, Indonésia e outras jurisdições relevantes, bem como aos requisitos de consentimento dos parceiros e/ou direitos de preferência. Para os próximos cinco anos, o investimento previsto pela JV é de US$ 15 bilhões. Ao todo, serão 19 ativos: cinco na Malásia e 14 na Indonésia. A nova companhia se concentrará em projetos de gás novos e existentes, bem como e complementa os outros negócios estabelecidos da Petronas. na Indonésia fora do escopo da joint venture. Um dos projetos de gás almejados é o da Bacia de Kutei, uma área considerada de risco relativamente baixo e alto potencial, segundo a Eni, devido à infraestrutura existente de produção, transporte e liquefação e uma compreensão geológica madura do subsolo. Marcos recentes incluem a descoberta de Geng North e a aprovação do desenvolvimento integrado Geng North-Gehem (Northern Hub), ambos na Bacia de Kutei.
O objetivo é encontrar cerca de 3 bilhões de boe a partir dos projetos, além de produzir 500 mil boe/d de gás no médio prazo. As companhias estimam 10 bilhões de boe de potencial de exploração sem risco. De acordo com a Eni, combinação de negócios com a Petronas na Indonésia e na Malásia estende uma abordagem já implementada por meio do modelo de satélite em transações anteriores, como Vår Energi na Noruega (2018), Azule Energy em Angola (2022) e Ithaca Energy no Reino Unido (2024). Este acordo ocorreu após a assinatura do Memorando de Entendimento (MoU) em junho e do framework agreement em fevereiro.
Fonte: PetróleoHoje
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