O Cade publicou o edital que prevê a aquisição, pela Brava Energia, de duas empresas da Edge, que faz parte do Grupo Cosan. Se a operação for aprovada, a Brava terá os direitos para implementar dois terminais de recepção, armazenagem e regaseificação de GNL e duas termelétricas na área do Porto de Suape (PE). A operação envolve a aquisição de 100% do capital social total e votante da Edge II – Empresa de Geração de Energia S.A. e de 100% das quotas do Terminal de Regaseificação de GNL de Pernambuco (TRPE). As empresas, que ainda não são operacionais, possuem os direitos dos seguintes projetos: o TRPE, projeto de terminal de recepção, armazenagem e regaseificação de GNL, para fornecimento de gás natural no Complexo Industrial do Porto de Suape; o Terminal CMU, projeto de terminal de recepção, armazenagem e regaseificação de GNL, planejado para ser desenvolvido no cais de múltiplos usos do Porto de Suape; a UTE Integração, projeto de termelétrica a gás natural com potência de 2.100.000 kW, incluindo projeto de estruturas auxiliares, a ser desenvolvida em área contígua ao TRPE; e a UTE Complexo Industrial, projeto de termelétrica a gás natural de 2.100.000 kW, incluindo projeto de estruturas auxiliares, a ser desenvolvida no Complexo Industrial do Porto de Suape. No momento, as empresas da Edge possuem apenas licenças e estudos referentes ao desenvolvimento desses projetos greenfield. O real desenvolvimento das infraestruturas ainda dependerá da aprovação interna da Brava e da viabilidade de implementação.
Caso o board da Brava aprove, “a operação teria o objetivo de diversificar a atuação do grupo de forma complementar (…) viabilizando a opção de acessar gás natural a partir do mercado internacional para atender à demanda futura dos projetos de termelétricas envolvidos na operação”, segundo o documento enviado ao Cade. Para a Edge, a operação representa, segundo o documento, oportunidade de desinvestimento de projetos termelétricos e suas infraestruturas de recepção, armazenagem e regaseificação de GNL no Porto de Suape, alinhado com o planejamento estratégico da companhia. De acordo com as companhias envolvidas, a operação notificada ao Cade não gera qualquer sobreposição horizontal ou integrações verticais no mercado, seja porque os projetos não são operacionais, seja porque o Grupo Brava não atua no setor de geração de energia elétrica. “No limite, a operação ensejaria tão somente uma potencial e futura relação vertical entre a atividade de geração de energia pelas termelétricas e o consumo de energia elétrica pelo próprio Grupo Brava”, afirmam no documento. No entanto, continuam as empresas, a representatividade da demanda da Brava no mercado de aquisição de energia elétrica é ínfima.
Fonte: PetróleoHoje
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