O Brasil superou a marca de 45 mil quilômetros de rede de distribuição de gás canalizado em 2025, registrando um aumento de 1.000% na comparação com o ano de 1.999, quando a malha era de 4 mil quilômetros. O dado consta em novo estudo da Abegás, realizado em parceria com a consultoria Quantum e a Commit.
Apesar do crescimento, a penetração do gás natural no segmento residencial no Brasil é inferior a 5%, valor menor do que os registrados em países vizinhos como a Colômbia (65%) e a Argentina (59%). O foco das empresas atualmente, segundo Marcos Lopomo, diretor econômico regulatório da Abegás, está no investimento para atrair consumidores de menor porte, como residências e comércios, já que agregam nas conexões e na margem das distribuidoras.
Segundo a entidade, o levantamento foi realizado como uma tentativa de esclarecer a ideia de que investimentos na rede de distribuição acrescentam custos sem resultados concretos. Com aplicações de R$ 1,2 bilhão ao ano, as distribuidoras de gás natural apostam na expansão.
“Temos muito a caminhar no Brasil. E isso só se faz com novos investimentos”, explicou o presidente-executivo da Abegás, Marcelo Mendonça.
Entre 1998 e 2024, o volume de gás natural distribuído passou de 11 milhões de m³/dia para 52,5 milhões de m³/dia, registrando um crescimento de 377%. Já o número de usuários saltou de 2 milhões para 4,7 milhões entre 2011 e o último ano.
De acordo com o estudo, o setor de distribuição de gás natural entrega produtividade anual com taxas entre 3,6% e 4,7% ao ano. Mendonça rebateu a ideia de que o crescimento de redes onera o consumidor, ressaltando que a distribuição de gás canalizado é um setor de “capital intensivo”, exigindo elevados aportes de recursos para a construção.
Fonte: MegaWhat
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