A Eneva produziu 0,69 bilhão de m³ de gás natural no quarto trimestre de 2025, sendo 0,63 bilhão de m³ no Complexo Parnaíba e 0,06 bilhão de m³ na Bacia do Amazonas, direcionado ao suprimento da UTE Jaguatirica II. Segundo o relatório trimestral de dados operacionais, o aumento do volume de gás do 4T24 (0,59 bilhão de m³) para o 4T25 no Complexo Parnaíba está ligado à maior demanda por gás das termelétricas, tendo em vista, principalmente, o crescimento do despacho para atendimento à necessidade do Sistema Interligado Nacional (SIN). Desse montante do Complexo, cerca de 2,4% foram destinados ao atendimento dos contratos de venda de GNL em pequena escala, firmados a partir da Planta de Liquefação no Parnaíba.
Já na Bacia do Amazonas, a produção do trimestre se manteve estável em relação ao 4T24, mesmo com leve redução da geração em Jaguatirica, uma vez que, apesar do menor consumo na usina, a companhia direcionou uma maior parte da produção de gás para fortalecer o estoque da UTE Jaguatirica II no 4T25. A Eneva encerrou o trimestre com um total de reservas provadas e prováveis (2P) de gás natural de 44 bilhões de m³, sendo 34,4 bilhões de m³ de reservas nos campos da Bacia do Parnaíba e 9,6 bilhões de m³ na Bacia do Amazonas. Este volume reflete o saldo das reservas certificadas pela Gaffney, Cline & Associates (GCA), referentes a 31 de dezembro de 2023, descontando o consumo de gás acumulado nos anos de 2024 e de 2025. Ainda de acordo com os relatórios certificados pela GCA em 31 de dezembro de 2023, a Eneva detinha reservas 2P de condensado no total de 11,8 milhões de bbl, sendo 2,2 milhões de bbl no Parnaíba e 9,5 milhões de bbl na Bacia do Amazonas. A Eneva possui um portfólio de 22 blocos exploratórios operados nas Bacias do Parnaíba (15), Paraná (4) e Amazonas (3), além das áreas de acumulação marginal de Japiim, na Bacia do Amazonas, e de Juruá, na Bacia do Solimões. A companhia também é operadora de 15 campos de gás – sendo oito em produção e seis em desenvolvimento, todos na Bacia do Parnaíba, com exceção dos campos de Azulão e Tambaqui, que estão localizados na Bacia do Amazonas.
No mesmo dia (16), a Eneva anunciou o início do contrato assinado com o Grupo Cerbras, o qual prevê o fornecimento de 10,95 milhões de m³ de gás natural. Segundo a companhia, Cerbras é o primeiro consumidor industrial do mercado livre de gás. “Viabilizar a migração do primeiro consumidor industrial no Ceará ao ambiente livre de gás representa um avanço importante no fortalecimento da presença da Eneva no mercado, principalmente no Ceará”, afirmou o diretor-executivo de Marketing, Comercialização e Novos Negócios da Eneva, Marcelo Lopes. O suprimento vem da Mesa de Gás da Eneva, que oferta serviços de comercialização a partir do FSRU do Hub Sergipe, que possui capacidade de regaseificação de 21 milhões de m³/d. O Hub foi conectado à malha da TAG em outubro de 2024 e isso possibilita vender o gás para as regiões conectadas às diferentes malhas de transporte de gás no país.
Fonte: PetróloHoje
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