A brasileira Geo bio gas&carbon assinou um memorando de entendimento (MOU) com a norte-americana Syzygy Plasmonics para desenvolver projetos de produção de combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês) a partir de biogás no Brasil. O acordo prevê a conversão de biogás gerado a partir de resíduos da cadeia da cana-de-açúcar em combustível de aviação e outros combustíveis de baixo carbono. A Geo opera plantas de biogás ligadas às indústrias sucroenergética e de etanol, e quer provar que a vinhaça e a torta de filtro da cana-de-açúcar podem dar origem ao querosene renovável “mais competitivo do mundo” e com menor pegada de carbono. Na fase inicial, as empresas pretendem priorizar unidades com capacidade de até 100 mil toneladas por ano, com perspectiva de expansão para um volume agregado superior a 525 mil toneladas anuais. A inciativa envolve o desenvolvimento de plantas a partir da rede de ativos existentes e planejados da Geo no Brasil.
“Biogás subutilizado”
A iniciativa ocorre em meio ao avanço das discussões regulatórias sobre mistura obrigatória de SAF no Brasil e ao crescimento da demanda global por combustíveis de aviação de menor intensidade de carbono. “Esta parceria com a Geo, juntamente com nosso crescente pipeline de projetos em todo o mundo, [o MoU] demonstra que estamos lançando as bases para nos tornarmos um importante fornecedor no setor de SAF”, disse Trevor Best, CEO da Syzygy Plasmonics. A companhia sediada no Texas também possui um memorando com a NorthStar Renewable Fuels para produção de até 25 milhões de galões por ano, nos EUA, e avalia um projeto com biogás de aterro no México, que pode alcançar 100 mil toneladas por ano. Além disso, espera desenvolver um projeto com a Islonias (Biothek), com capacidade inicial de 30 mil toneladas anuais, na República Dominicana. “O caminho da indústria da aviação para o zero líquido depende de nossa capacidade de transformar matérias-primas diversas e muitas vezes negligenciadas em combustível de alto valor em escala indústria (…) Estamos demonstrando ao setor de aviação que o desperdício de biogás é um recurso abundante e subutilizado que pode remodelar a produção global de SAF”, defende Best.
Fonte: Eixos
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