O segundo painel abordou as redes isoladas (ou estruturantes) como ferramentas essenciais para a interiorização do gás e o fomento ao desenvolvimento econômico regional.
Sob a moderação do presidente do conselho de administração da Abegás e do CIBiogás, Rafael Lamastra Jr., os debatedores discutiram como a produção local de biometano inverte a lógica tradicional de transporte de longa distância, permitindo que o energético nasça diretamente nas regiões de consumo, como o agronegócio e em polos industriais distantes da malha de gasodutos de transporte, predominantemente instalados nas zonas costeiras do País.
O CEO da Necta Gás, José Eduardo Moreira, apresentou o case de sucesso de Presidente

José Eduardo Moreira, CEO da Necta Gás Natural
Prudente (SP), a primeira cidade do país com rede 100% abastecida por biometano, e detalhou o modelo de tarifa de gestão que viabiliza investimentos sem onerar o Capex ordinário: “Em vez de comprar um caminhão e administrar logística, a gente faz essa conexão da usina e o produtor contrata a distribuidora. Isso traz segurança operacional para esse produtor e ele consegue acessar toda essa base de clientes de forma direta”.
De acordo com o diretor técnico-comercial da Gasmig, Rodrigo Pazzini, a quebra de paradigmas internos e a superação de barreiras geográficas em Minas Gerais é um passo importante para e evolução do mercado: “O mercado mudou com o advento do mercado livre. Nós distribuímos gás. E a visão é diferente: queremos que a nossa rede seja cada vez mais ocupada”, explicou Pazzini, mencionando a ideia de criar essas isoladas – recentemente, a Gasmig anunciou um projeto de rede isolada no Triângulo Mineiro visando a distribuição de biometano.

Painel 2
Em sua participação. Jacinto Sousa, assessor da diretoria técnica e comercial da Copergás, compartilhou a vasta experiência de Pernambuco com suas 13 redes isoladas e o esforço para substituir combustíveis fósseis e lenha no interior: “Precisamos incentivar a produção de biometano local, até para baratear o custo da molécula, reduzir custo de transporte. O desafio é fazer a transição tecnológica e depois fazer a transição para o biometano com essas produções locais”.
Por Comunicação Abegás
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