O primeiro painel do workshop concentrou-se na viabilidade dos corredores sustentáveis e na urgente necessidade de substituição do óleo diesel por gás veicular (gás natural e biometano) na frota de transporte pesado, que responde por um terço do consumo energético do país.

Painel 1
Sob a moderação de Lucas Simone (Head Regulatório e Institucional da Commit Gás (acionista de empresas como Necta, Compagas, SCGÁS, Sulgás e CEG-Rio), o debate evidenciou que a infraestrutura existente de mais de 1.700 postos de GNV no Brasil — dos quais 157 já estão preparados para veículos pesados — é um ativo valioso que precisa ser plenamente aproveitado para acelerar a transição energética.
De acordo com o gerente de comercialização de GNV da Gasmig, Welder Souza, há uma evolução no conceito de “gás veicular” e é preciso uma atuação estratégica para superar a resistência dos operadores logísticos à mudança de veículos a diesel: “O primeiro paradigma foi quebrado, que é a disponibilidade de veículos pesados a gás. O segundo paradigma a ser vencido é a resistência do próprio operador logístico e a nossa equipe tem trabalhado para atuar não no operador, mas também no embarcador”.
Segundo o, assessor de inovação da Bahiagás, Magno Bernardo, uma boa solução é criar plataformas integradas de energia baseadas em dados geoespaciais, citando o exemplo do Atlas de Bioenergia da Bahia: “Os corredores sustentáveis precisam compreender não só o setor automotivo, mas toda a demanda e, assim, criar uma plataforma integrada e aí sim construir mercado”.
Já Marcelo Mendonça, diretor executivo da Abegás, alertou para a necessidade de escala e de políticas públicas robustas: “Quando a gente fala de mercado de gás, nós falamos de infraestrutura, e quando falamos de infraestrutura, nós falamos de escala. Temos que deixar de pensar pequeno e precisamos dar escala a essa utilização. A prioridade do País deve ser criar programas governamentais para acelerar o desenvolvimento”.
Por Comunicação Abegás
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