O painel de encerramento discutiu a valoração dos atributos ambientais não energéticos do biometano, com foco especial no recém-criado Sistema de Garantia de Origem do Biometano, o CGOB (Certificado de Garantia de Origem do Biometano), instituído pela Lei do Combustível do Futuro.
Moderado por Aline Scarpetta, Diretora de Estratégia de Mercado e Inovação do CIBiogás, o debate detalhou como a separação entre a molécula física e o seu atributo de descarbonização viabiliza novos modelos de negócios e atrai investimentos privados de multinacionais com metas rigorosas de sustentabilidade.

Rafael Noguchi, Coordenador Técnico de Projetos Ambientais do Instituto Totum
O coordenador técnico de projetos ambientais do Instituto Totum, Rafael Noguchi, explicou ofuncionamento do novo sistema de rastreabilidade: “O CGOB é o certificado de garantia de origem do biometano. O único momento que uma empresa vai poder falar que está consumindo biometano é comprando o seu certificado e aposentando ele. A molécula que ela vender sem o CGOB deixa de ser biometano, é só o equivalente ao gás natural”.
A Head de ESG da Gás Verde, Tayane Vieira, trouxe a experiência prática da empresa na emissão de certificados internacionais (como GAS-REC) para o mercado voluntário: “O certificado no caso do gasoduto não é nem uma opção. É a questão mais fundamental para se fazer qualquer jornada de descarbonização. O potencial é muito expressivo e a gente sabe que precisa andar lado a lado com o gás natural”.

Painel 3
Já o diretor institucional da Edge, José Mauro Cardoso, reforçou a sinergia comercial e a importância financeira dos certificados para os produtores: “O biometano contribui para a descarbonização da cadeia de consumo do gás natural, e o gás natural é um grande veículo de funcionamento do biometano. Para qualquer produtor, o CGOB não é uma receita acessória. É uma receita fundamental – um pilar para o desenvolvimento do negócio”.
Por Comunicação Abegás
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