A Rússia recomeçou a perfurar gás natural com derretimento no Ártico. O gelo polar está derretendo, e a região ártica, da América do Norte à Rússia, está com o gelo mais fino, proporcionando este trabalho. As maiores economias do mundo estão se juntando e reivindicando novos territórios e construindo novas infraestruturas naquela área. O movimento mais recente do presidente russo Vladimir Putin nesta direção é uma planta gigantesca que extrairá gás natural liquefeito (GNL), ajudando a Rússia a se tornar o maior exportador mundial do combustível, antes do Catar, que atualmente lidera o mercado. A fábrica, no valor de US$ 27 bilhões, está localizada na remota Península de Yamal, acima do círculo do Ártico e foi realizada em parceria com a França e a CNPC da China.
Até o início de 2019, a planta extrairá 16,5 milhões de toneladas por ano. O vice-diretor do projeto, Dmitry Monakov, disse que produzir GNL em Permafrost foi mais fácil do que em climas mais quentes: “A própria natureza nos ajuda a lubrificar mais eficientemente o gás com a ajuda de tais temperaturas baixas. Juntos, conseguimos construir do zero um projeto de GNL de classe mundial em condições extremas para explorar os vastos recursos de gás da península de Yamal”.
Enquanto a península mantém reservas maciças de combustível fóssil, está coberta por gelo durante a maior parte do ano, com temperaturas atingindo -50 °C. Como o maior exportador de gás do mundo, a Rússia consegue grandes lucros com a distribuição para a Europa. Agora também busca fortalecer parcerias com novos aliados, como a China, que concedeu o financiamento para a nova usina de GNL, entre outros projetos. A Rússia é atualmente o quarto maior emissor do mundo, e o único grande poluidor que ainda não ratificou o Acordo de Paris.
Fonte: PetroNotícias
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